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Bio-óleo

Bio-óleo vira alternativa ao petróleo

 

Os óleos vegetais podem ser extraídos da mamona, do babaçu, do dendê, da soja, do algodão, do girassol, do amendoim etc. A tecnologia ainda está pouco desenvolvida, devido à falta de investimentos nas últimas décadas, mas as potencialidades são enormes, pois esses óleos têm maior poder calorífero que o álcool, podendo substituir o óleo diesel, o querosene e a gasolina especial nos aviões. Em muitos países já se experimentou com sucesso alguns tipos de óleos vegetais em caminhões, máquinas e até aviões; só que esses estudos ainda não atingiram a escala industrial, ou ainda não geraram a produção em massa de motores especiais e o fornecimento do óleo para abastecê-los. Mas isso é uma questão de tempo.
Palha de cana, casca de arroz, capim, casca de café, serragem, enfim, resíduos agrícolas que iriam para o lixo são a matéria-prima do bio-óleo, um novo combustível que pode se tornar uma alternativa ao petróleo.

Hoje, o Brasil consome cerca de 60 mil toneladas de fenol por ano. O produto é usado para a composição de resinas fenólicas (espécie de cola industrial) utilizadas principalmente como ligas na produção de madeira compensada. No mercado, a tonelada do produto fica em torno de US$ 750. O bio-óleo desenvolvido pela Unicamp custa US$ 100. A indústria alimentícia é outro destinatário para a nova tecnologia, pois o óleo também pode ser utilizado para dar sabor de defumado a alimentos. Especialistas informam que o produto não é indicado como substituto direto do petróleo como combustível para veículos. “O teor calorífico é mais baixo que o do petróleo, o que inviabiliza essa aplicação”, explica o pesquisador no Nipe.

PROCESSO DE FABRICAÇÃO
Para obter o óleo vegetal, a matéria-prima – já beneficiada sob a forma de pó fino – é submetida a uma temperatura de até 500ºC dentro de um reator. O processo, denominado pirólise rápida, transforma os resíduos sólidos em líquido combustível. “O Brasil é um país rico em biomassa. Ao transformarmos resíduos agrícolas em óleo, além de criarmos um produto com alto valor agregado, estamos produzindo um combustível ecologicamente correto”, diz Rocha. O objetivo dos pesquisadores é estimular a construção de fábricas em regiões vizinhas a usinas de álcool, papel e celulose ou de beneficiamento de arroz e café.Entretanto, o resíduo agrícola de maior interesse para os pesquisadores é a palha de cana-de-açúcar. Com a intensificação da colheita mecanizada, o produto será abundante – e até o momento não tem aplicação industrial. Para a construção de uma unidade industrial com capacidade de beneficiamento de 300 kg/h, e estimado um investimento de R$ 3 milhões, com expectativa de retorno em dois anos.
 
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