Queimadas
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Queimadas

(1) Prática agropastoril ou florestal, em que o fogo é utilizado de forma controlada, atuando como um fator de produção.


(2) Prática agrícola rudimentar, proibida pelo artigo 27 do Código Florestal, que consiste na queima da vegetação natural, quase sempre matas, com o fim de preparar o terreno para semear ou plantar; essa prática prejudica a fertilidade do solo pela liberação dos sais minerais. Queima de mato, principalmente para utilização do solo na agricultura (CARVALHO, 1981).


(3) Método primitivo de preparo do solo para o plantio ou pastagem e a forma mais barata e também a mais nociva de executar essa tarefa, empobrecendo o solo e consumindo seus nutrientes; fumaça da queimada causa danos à saúde e contribui para o aquecimento global; as queimadas e a derrubada de florestas são responsáveis por 70% das emissões de gases estufa no Brasil.


O Ministério do Meio Ambiente calcula que 300 mil queimadas acontecem por ano em todo o território nacional; a atividade necessita de autorização prévia do Ibama ou do órgão ambiental estadual; fazer queimada sem autorização é infração ambiental punível com multa. A Queimada controlada é o emprego do fogo como fator de produção e manejo em atividades agropastoris ou florestais, e para fins de pesquisa científica e tecnológica, em áreas com limites físicos previamente definidos (Decreto 2.661/98).

 



As queimadas destroem toda a vegetação e provocam uma morte terrível para os animais. Àqueles que conseguem fugir, o destino e a sobrevivência é incerta, pois competiram por alimento e abrigo em espaços cada vez menores. As queimadas prejudicam também todo o solo, pois o fogo também acaba com muitos nutrientes e com os microorganismos que fazem a decomposição de animais e plantas. Com a infertilização, pode ocorrer a erosão do solo e o assoreamento de córregos e rios. É um verdadeiro ciclo de morte. Mas engana-se o homem, se pensa estar imune a este processo, pois vemos crescer o número de catástrofes ditas ‘naturais’ pelo agravamento da situação de desflorestamento e queima da vegetação.


Fenômenos como El Nino, La Niña, furacões, tsunamis, inundações e tempestades são fruto dos abusos cometidos por nós, do desmatamento de florestas inteiras, da extinção em massa de biodiversidade que acabou por alterar drasticamente o ciclo ecológico, da emissão de dióxido de carbono, monóxido de carbono e óxido de nitrogênio em quantidades gigantescas e que foram causa do agravamento do efeito estufa. Em outras palavras, a devastação natural agora atinge e avança sobre o império da civilização que visa lucro a qualquer custo.

 

 


         
 O incremento do efeito estufa altera o clima e a ocorrência de secas prolongadas, em áreas de floresta tropical, facilita a dispersão do fogo. Na Amazônia o monitoramento de queimadas por satélite iniciado nos anos 80, tem demonstrado que os anos muito secos causam problemas extras, as queimadas feitas pelo homem em área derrubadas fogem ao controle com mais facilidade penetram na floresta. Abrem-se grandes frentes de incêndios, especialmente quando há trilhas de caças e de coleta extrativista. Ainda que o IBAMA proíba as queimadas o número de incêndios propositais e criminosos em florestas nativas, reservas indígenas e parques seguem altíssimos, alastrando-se por campos e matas ressecadas na estiagem. São necessárias centenas de anos para recompor uma floresta devastada. Ainda assim a biodiversidade perdida é um alarme de desequilíbrio e prova que as catástrofes ambientais não podem ficar à mercê da hipocrisia de alguns poucos e de tanta burocracia para punição dos culpados da perda irreparável e contínua para o Brasil e o mundo.


Tipos de incêndio:
a. Rasteiro ou superficial: libera muito calor, tem muitas chamas e alastra-se com rapidez, porque queima folhas, gravetos e restos de culturas não decompostos.
b. Subterrâneo: é difícil de ser identificado, porque quase não libera fumaça e alastra-se lentamente, atingindo raízes e camadas de húmus ou turfas no subsolo.
c. Incêndio de copa: o fogo alastra-se rapidamente porque atinge e se propaga pelas copas das árvores. Tem grande poder de destruição e é o mais difícil de se combater.
                 

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