Efluentes
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Efluentes

Efluentes, são as águas contaminadas resultantes de processos industriais, despejadas nos rios diariamente, causando sérios danos ambientais. E, devido exigência da legislação e fiscalização dos órgãos públicos, além da escassez de água potável no mundo, algumas indústrias tratam seus efluentes para serem reusados ou despejados adequadamente nos corpos d´água. Por ser uma água de baixa qualidade, seu preço é de apenas 5% do preço da água normal e além disso, é de grande importância na preservação dos recursos naturais.


Tipos de Tratamento


Processos Físicos - Decantação, Flotação, Coalescência, Filtração, Adsorção, Evaporação, Destilação, Stripping, Extração e Tratamentos por UV.

Processos Químicos - Precipitação, Coagulação, Floculação, Eletrólise, Resinas de Troca Iônica, Oxidação e Redução, Técnicas de Oxidações Avançadas ( processos de geração de radicais OH.), Eletrodeionização para águas ultra puras. Processos de esterilização de águas


Processos Biológicos - Biodegradabilidade de um efluente, parâmetros de estudo da biodegradabilidade. Tipos de sistemas biológicos de degradação – Degradação Aeróbia ( Sistemas de aeração, tipos de reatores – duas vezes ativados, valos de oxidação, poços profundos, reatores de colunas, reatores tipo Loop-Jet, reatores sequenciais em bateladas, reatores com inversão temporizada de fluxo sem decantadores, reatores air-ject, reatores com MO suportados – rotativos, leitos suspensos, leitos fixos – filtros biológicos, reatores biológicos com membranas semipermeáveis, lodos ativados com oxigênio). Degradação anaeróbia ( Tecnologias com reatores de mantas de lodo – UASB, mantas de lodo com air-lift, digestores anaeróbios, filtros biológicos anaeróbios) . Lagoas de estabilização aeróbias, anaeróbias, aeradas e facultativas. Nitrificação, Denitrificação e Defosfatização. Recuperação de estações impactadas. Redução de odores de lagoas anaeróbias. Uso de bioremediadores para melhoria do desempenho de estações. Recuperação de águas tratadas – reciclagem total.


 

Processo de Tratamento de Efluentes


O processo aqui descrito é o de maior aplicação e eficiência nas industrias, atuando como uma fusão dos principais processos descritos acima.


Equalização – controla os caudais no sistema, caudais constantes facultam um melhor controle das condições de tratamento pois pode evitar sobrecargas no sistema ou ao providenciar menores variações nas quantidades de reagentes adicionados a alguns processos; evita variações na carga orgânica para não afetar a atividade microbiológica; controla o pH do efluente; evita elevadas concentrações de substâncias tóxicas.


Neutralização – muitos efluentes industriais contêm elevadas cargas ácidas ou alcalinas que requerem neutralização antes de serem submetidas a tratamento químico ou biológico, ou antes de serem descarregadas. No tratamento biológico, o pH deverá estar entre 6.5 e 8.5, para garantir uma atividade microbiana ótima.


Coagulação e floculação - esses processos fazem com que os sólidos suspensos e as partículas coloidais se aglomerem, criando novas partículas de maiores dimensões, afim de que a cor, turgidez e outros sólidos sejam removidos. Os coagulantes mais comuns usados são os sais trivalentes de Ferro ou Alumínio. E os polímeros orgânicos são vulgarmente utilizados como floculantes para melhorar a formação de flocos.


Precipitação – utilizada na remoção de metais pesados, que precipitam sob forma de hidróxidos pela adição de uma solução cáustica até um nível de ph correspondente à solubilidade mínima. É necessário pré tratar o efluente de modo a eliminar substâncias que possam interferir nesse processo.


Arejamento – ar ou oxigênio puro é injetado para misturar a lama a tratar com a água residual e fornecer o oxigênio suficiente para os microorganismos degradarem os compostos orgânicos; e a adição de oxigênio também serve para remover alguns poluentes eliminando compostos orgânicos que resistam aos processos biológicos e como meio de repor os níveis de oxigênio na água antes de ser rejeitada para o meio receptor.


Flutuação – remove óleos, gorduras e sólidos suspensos e também é utilizado na separação e concentração de lamas. Este processo divide-se em duas fases:



  • Formação de bolhas de ar – o efluente é pressurizado na presença de ar suficiente para se aproximar da saturação. Quando esta mistura ar/líquido é libertada à pressão atmosférica na unidade de flutuação, formam-se pequenas bolhas de ar que são libertadas da solução.



  • Remoção de lamas – flocos, sólidos suspensos e partículas de óleos são flutuados a estar bolhas de ar, que se agregam e imiscuem nas partículas. A mistura ar/sólidos sobe à superfície, onde é removida. O efluente limpo é removido pelo fundo da unidade de flutuação.
    Tratamentos biológicos – remove a maior parte os compostos orgânicos presentes numa água residual e a remoção de matéria orgânica por degradação biológica acarreta um consumo de oxigênio e um crescimento microbiano.


Sedimentação – baseada na diferença de densidades entre a água e os sólidos suspensos, ou outros contaminantes, a sedimentação consiste na deposição e posterior remoção dos sólidos suspensos totais (SST) e ocorre em tanques normalmente chamados sedimentadores ou clarificadores.


Adsorção – remove compostos orgânicos refratários, presentes em muitos efluentes industriais, e cuja remoção se torna difícil ou impossível por processos de tratamentos biológicos convencionais. É utilizada também para remover os metais pesados.


Filtração – remove os sólidos suspensos ou os flocos resultantes das operações de floculação / coagulação.


Permuta iônica – remove ânions e cátions indesejáveis das águas residuais.
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