Óleos vegetais – proteção do coração e controle de colesterol

NÃO É RECOMENDADO USAR:

Óleo de soja: CUIDADO, a maioria das grandes marcas produzem óleo COM SOJA TRANSGÊNICA, (sem estudos conclusivos dos danos à saúde).  Está escrito em letras extremamente miúdas, geralmente na parte lateral direita do vasilhame.

Óleo de canola:  CUIDADO, Canola também é uma modificação de laboratório portanto não é natural.

Gergelim e girassol são algumas das melhores opções

O consumo de gorduras saturadas e trans não são saudáveis, devemos evitar seu consumo pois são extremamente prejudiciais ao organismo e estão diretamente ligadas ao desenvolvimento e piora de diversas doenças. Mas as gorduras insaturadas, conhecidas como a turma do bem, auxiliam na redução dos níveis de colesterol e triacilglicerol, na redução da pressão arterial e na diminuição da agregação plaquetária. Além disso, têm ação antioxidante, antinflamatória e imunoestimulante.

Os óleos vegetais são boas fontes destes nutrientes. Os mais indicados são os óleos prensados a frio e não refinados, que mantêm o sabor, a cor e nutrientes. Para se obter todos estes benefícios, os óleos devem preferencialmente ser usados crus, em saladas, por exemplo. Se usados em preparações, não devem ser aquecidos até soltar fumaça, pois há produção de substâncias tóxicas, como a acroleína.

Azeite de oliva extra virgem: rico em ômega 9, gordura monoinsaturada. Fonte de compostos fenólicos com alta atividade antioxidante. Coadjuvante na redução do colesterol. Bom para o coração. Sugestão de consumo: 2 colheres de sopa/dia.

Óleo de coco: o ácido láurico, de ação antibacteriana, compõe aproximadamente 50% da gordura do coco. Este óleo é fonte, também, de ácido caprílico, que estudos sugerem ter papel antifúngico e imunoestimulante. Tem ação antioxidante. O óleo de coco é fonte de triglicerídeos de cadeia média (TCM). Após absorção intestinal, os TCM são transportados para o fígado, onde são queimados, aumentando a termogênese após a refeição. Daí sua ação termogênica, coadjuvante nos processos de emagrecimento. Estudos apontam que o óleo de coco, como parte de uma dieta equilibrada, diminui o desejo de comer doces e alimentos gordurosos. Sugere-se o consumo de 3 a 4 colheres de sopa/dia.

Óleo de gergelim: fonte de ômegas 3, 6, 9 e vitamina E, antioxidante que protege as células da ação dos radicais livres. Usado em saladas, pratos frios e massas.

Óleo de girassol: fonte importante de ômega 6 e de vitamina E. Utilizado a frio, diretamente sobre os alimentos e em molhos para saladas ou ainda em cozimento rápido em baixas temperaturas.

Óleo de linhaça: fonte de ômegas 3 e 6 na proporção ideal. Estudos mostram sua ação na redução de triacilglicerol e colesterol e também na inibição de fatores inflamatórios. Pode ser misturado na proporção de 2 de azeite para 1 de óleo de linhaça e usado para temperar saladas.

Óleo de macadâmia: fonte de ômegas 7 e 9. Estudos mostram que seu consumo auxilia na redução das taxas de colesterol total e LDL. Usado em diversas preparações, saladas e refogados. Recomenda-se o consumo de 1 a 2 colheres de sopa/dia.

*** IMPORTANTE: O consumo excessivo de óleo representa perigo pois se acumula nas artérias do corpo humano e também pode elevar os índices do colesterol. Mesmo usado pela primeira vez, os óleos vegetais já são bastante calóricos; ao serem aquecidos, se transformam em gordura trans, tornando-se prejudicial ao organismo, portanto não é recomendada a reutilização de óleo, nem o seu consumo exagerado.

 

 

 

 

SAIBA MAIS:

Óleos Vegetais – Importância, Consumo e Tendências
Saúde & Qualidade de Vida – Saúde & Nutrição

Ao longo dos últimos anos, mudanças na dieta e estilo de vida seguem reflexos da industrialização, desenvolvimento econômico e urbanização. Essas alterações impactam de forma importante a saúde e o estado nutricional da população. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005). Entre as mudanças dietéticas observadas, está o incremento de óleos e gorduras em alimentos industrializados. Além disso, observa-se um aumento significativo da participação de proteínas de origem animal (carnes) na dieta, principalmente nas classes de maior rendimento e, consequentemente, aumento do consumo de gordura saturada e colesterol (IBGE, 2010).

Apesar dos já sabidos malefícios que o consumo excessivo de óleos e gorduras pode acarretar à saúde, os lipídios têm papel importante na alimentação: fornecem energia em alta densidade e ácidos graxos essenciais (necessários na alimentação já que não podem ser produzidos pelo organismo), e são veículos de vitaminas lipossolúveis e antioxidantes (PHILIPPI, 2008). O tipo e a quantidade de lipídios consumidos são fatores que merecem atenção.

Em publicações sobre escolhas dietéticas e epidemiologia das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), a Organização Mundial de Saúde reafirma constantemente, o fato de que há lipídios que diminuem e outros que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, considerando-se o já conhecido papel aterogênico dos ácidos graxos saturados, trans e do colesterol.

Os ácidos graxos insaturados exercem efeitos protetores, podendo reduzir os níveis sanguíneos de LDL e de triglicérides. Mas, o consumo de ácidos graxos polinsaturados deve ser controlado, uma vez que podem diminuir a produção de HDL e aumentar a oxidação do LDL. Os ácidos graxos monoinsaturados são os que ganham maior atenção no momento por não reduzirem a produção de HDL e não provocarem a oxidação das LDL.

Os óleos vegetais disponíveis no mercado são extraídos de sementes de cereais e leguminosas. Há também os óleos extraídos dos frutos, como os azeites de dendê e oliva. Os vários óleos vegetais diferem em sua composição de ácidos graxos (ABIOVE, 2010).

No Brasil, o consumo de óleos vegetais é bastante alto e cresce a cada ano. Em 2014, a estimativa é que o consumo brasileiro de azeite de oliva cresça cerca de 47,5%.

Fontes: Euromonitor International e http://www.rgnutri.com.br/sqv/saude/ovi.php